Encontro da Criança e do Adolescente aborda os impactos da Covid-19 na infância e juventude

No dia 02 de outubro, a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo promoveu o 6º Encontro sobre os Direitos da Criança e do Adolescente, coordenado pela Profª. Drª. Denise Auad. O evento teve como temática “Os Impactos da Covid-19 nas Múltiplas Infâncias e Juventudes”. 

A atividade foi composta por palestras e rodas de conversa e, teve como convidados, Daniel Secco, Defensor Público; Laís de Figueirêdo Lopes, Advogada; Lourdes Veronesi,  Conselheira Tutelar de São Bernardo do Campo; Mariana Casagrande, Neuropsicopedagoga;  Suelaine Carneiro, Socióloga e Viviane Barreto, Pedagoga. Prestigiaram o evento, Ádrima Galvano da Cruz, Secretária-Geral Adjunta da OAB-Mauá; Eliana de Almeida Caldeira, Presidente da Comissão OAB – Mauá de Direito da Criança e do Adolescente e Felipe Moraes de Faria, Vice-Presidente da Comissão da OAB-SBC de Liberdade Religiosa. 

Também integraram o encontro os estudantes que fazem parte do grupo de estudos orientado pela Profª. Drª Denise Auad. Estavam presentes: Ayman Youssef, Barbara Maresch, Emily Montanholi, Enzo Calegari, Felipe Padua, Gustavo Rezende, Henrique Marajo, Iasmin Klerer, Laura Cruz, Leila Vertamatti, Marcela Freitas, Mayara Moraes, Mayara Silva, Regina Gigliotti, Roberta Lima, Verônica Carvalheira e Victoria Oliveira. 

A coordenadora iniciou o evento com suas considerações. “É um dia muito especial para nós. É um encontro que foi desenvolvido e dialogado com nosso grupo de estudos. Um trabalho que nós estamos fazendo há 6 anos, então, é uma alegria muito grande desenvolver esse tema tão importante na Faculdade”, discorreu. 

Ana Claudia Cifali, advogada do Instituto Alana, comentou sobre a parceria desde o primeiro evento e salientou a relevância do assunto. “Os nossos convidados vão trazer hoje, um olhar dessas múltiplas infâncias, adolescências e especificidades  para que a gente possa refletir sobre os impactos da pandemia de forma a enfrentar os desafios impostos por esse momento”, disse. 

Em sua explanação, Daniel Secco destacou impactos da pandemia na educação dos jovens do sistema socioeducativo. “A Covid representou, principalmente para os meninos e meninas que permaneceram internados, um completo esvaziamento da medida socioeducativa. A educação e cursos profissionalizantes ficaram suspensos, os atendimentos com a equipe psicossocial ficaram extremamente restritos, as visitas dos familiares foram suspensas”, afirmou. 

Suelaine Carneiro apontou os reflexos dos preconceitos raciais no ambiente educativo para com as meninas negras e salientou o incentivo a caminhos para a superação deste problema. “O que a gente tem destacado é que pessoas e instituições explicitem sua indignação com a perpetuação da nossa pirâmide racial e atuem para a reversão das desigualdades”, comentou

Encerrando o bloco de palestras, a advogada, Laís de Figueirêdo Lopes abordou o direito da aprendizagem universal. “A escola precisa ser um lugar para todos, e nesse ‘todos’ não cabe exceção. A gente não tem o direito de hierarquizar e categorizar”, disse. 

Na sequência, foram abertas as rodas de conversa. A estudante Roberta Lima apresentou uma música escrita por ela e com o apoio dos alunos do grupo de estudos “Cidadania Plena da Criança e do Adolescente – Estudos sobre violência”. Além disso, houve a propositura de charges que deram espaço para cada convidado compartilhar suas experiências. 

Viviane Barreto contou sobre sua experiência como deficiente auditiva e a inclusão no ambiente escolar, além da vivência como pedagoga em sala de aula. “Eu apoio a educação inclusiva, eu acho que as crianças com deficiência não atrapalham”, disse.

Mariana Casagrande falou sobre o ensino online e as dificuldades que as crianças têm vivido durante a pandemia. “A educação à distância ficou realmente muito distante da realidade das crianças de inclusão, não pela falta de acesso a uma rede de internet adequada, a maior dificuldade foi a questão de conseguirmos fazer esse processo de inclusão através da tela do computador”, afirmou. 

Lourdes Veronesi reforçou o valor do sistema socioeducativo. “Quando a gente fala de inclusão, tem que pensar que a exclusão tem várias facetas e elas atingem de forma cruel e gradativa os adolescentes que estão na periferia ou na Fundação Casa”, discorreu. 

Confira o Encontro na íntegra em nosso canal do YouTube: 

Confira a galeria de fotos:

Reportagem: Estagiária da Comunicação Social – Laura Amaral

 

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