Vamos Relembrar: Primeiros Formandos e seus Depoimentos

 

Alunos da primeira turma de graduação da FDSBC, 1968. Na foto, da esquerda para a direita: Acima: Alfeu Bruno Monzani, Helio Denis, Aldo Pelosini Filho, Walter Raucci, Sérgio Dabague, José Norberto Toledo, Willian Sanches Lino, Vasco Montenegro Bettini e Walter Frederico Schulze. Abaixo: José greiber, Valter Moura, João Marques de Azevedo Buonaduce, Antonio Tadeu Rodrigues Martins, Miguel Campanella, José Expedito Alves Pereira. Acervo: Miguel Campanella

 

Como pioneiros, os profissionais que se formaram em 1969 puderam acompanhar privilegiadamente um longo processo de geração anual de robustas safras de bacharéis em Direito. Ao avaliarem todo processo, alguns dos presentes àquela cerimônia de formatura recordam-se de detalhes e revivem as aspirações daquela época.

Sobre a Colação de Grau, apesar de tudo ter corrido bem durante o evento, recordam que a própria realização da cerimônia chegou a ser ameaçada. “Nossa Colação atrasou horas, porque naquele dia choveu muito, e deu enchente na cidade”, relata Omar José de Campos Verde, um dos integrantes da turma de 1969.

O primeiro Diretor e também coidealizador da Faculdade é lembrado como um dos últimos gentis-homens, um cavalheiro que sempre convidava dois alunos diferentes aos jantares organizados para os professores na Instituição.

O Dr. Paulo era uma pessoa formidável”, recorda Ovídio Prieto Fernandes, outro  formando da primeira turma. “Era um democrata e não admitia extremismo”, destaca o ex-aluno, referindo-se ao Professor Paulo Teixeira de Camargo. Outro pioneiro, Tomoyuki Horio relembra que, “por não ter filhos, o Dr. Paulo tratava a todos os alunos da turma como seus filhos espirituais”.

O momento político brasileiro estimulava discussões. Mesmo sem ter sido tão ideologizado como em outras escolas de Direito, o debate de ideias sempre foi acalorado na tribuna do saguão da Faculdade. Contando com estudantes em sua maioria com mais de 30 anos, muitas vezes casados, os ânimos do embate político acabavam não sendo tão extremados como acontecia entre estudantes universitários mais jovens àquela época, o que redundava em defesas de posição mais contidas, sem radicalismos.

Para exemplificar o clima que imperava na Faculdade, o também formando de 1969, Valter Moura relembra um fato marcante e inusitado ocorrido à época. Os futuros bacharéis chegaram a fazer uma curiosa passeata de apoio à luta estudantil. “Foi muito engraçado, porque nossa escolta foi feita pelos próprios policiais”, conclui Moura.

 

Alunos da primeira turma da FDSBC. Na foto: José Romeu teixeira Coreni, Eleni Gerbelli Ceroni, Maria Julieta Soares da Cunha Nage, André Rubens Didone, Valter Moura, Admir Valentin Braido, jornalista Pedro Nastri, Ovídio Prieto Fernandes, Júlio César Pacífico De Migueli, Miguel Campanella e Tomoyuki Horio.10 de abril de 2014.

 

OS DEPOIMENTOS:
 

“Na época, um desembargador do TJ ganhava cinco mil e quinhentos contos por mês, e um professor de nossa Faculdade, seis mil contos. A maioria dos professores da São Francisco, sabendo disso, colocava seus assistentes para ministrar aulas e vinha dar aula aqui”

“Esta turma tem muito orgulho de ser os pioneiros da Faculdade de Direito de São Bernardo.”

André Rubens Didone

 

“A nossa Faculdade foi uma faculdade de formação, porque tivemos os melhores mestres na época. Isso sim é uma Faculdade diferente”.

Valter Moura

 

“A fase que eu passei na FDSBC foi a melhor da minha vida! A Faculdade de Direito de São Bernardo é com certeza inesquecível pra qualquer um que já fez parte dela!.”

Ovidio Prieto Fernandes

 

“A Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo foi um fruto de uma árvore muito bem plantada”

Ademir Valentin Braido

 

“Fomos privilegiados por ser a primeira turma. Tínhamos os melhores professores do Brasil.

Eleni Gerbeli

 

“Sempre quis ser advogado. Passei em 6º lugar no vestibular. Foi a melhor fase de minha vida. Era jovem com 18 anos. Vivi minha mocidade na Faculdade”.

José Romeu Teixeira Ceroni

 

“A importância da Faculdade foi o momento histórico que a cidade vivia, SBC era conhecida como a capital do móvel, depois como a capital da indústria automobilística e depois a capital social do país.”

Júlio Cesar Pacífico de Migueli

 

“Foi a melhor escolha de minha vida”.

Maria Julietade Soares da Cunha Nage

 

“Mais do que profissionais, a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo formou, e forma, seres humanos e cidadãos com responsabilidade social”.

Miguel Campanella

 

“A Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo sempre deu importância ao ensino de qualidade, gerando profissionais da mais alta qualidade para a área do Direito”.

Tomoyuki Horio

 

Informação retirada integralmente do livro Jubileu de Ouro da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo – 50 anos de Amor Acadêmico.