Pós-Convida: Promotor de Justiça debate Direito Animal

No dia 16 de junho de 2020, às 17h, a Pós-Graduação da Direito São Bernardo realizou o primeiro evento da programação de entrevistas semanais, intitulada “Pós-Convida”. O talk recebeu o Professor Dr. Heron Gordilho para palestra sobre “Covid-19: Crise Ambiental e Sanitária”. Além disso, a Coordenadora da Pós-Graduação, Profª. Dra. Thais Novaes Cavalcanti, comandou o bate-papo.

Dando início à palestra, a Profª. Thais agradeceu a presença do convidado e rapidamente citou algumas atividades de seu currículo, destacando a tese de Doutorado com o título de “Abolicionismo Animal”, na Federal de Pernambuco. “Foi coordenador do programa de Pós-Graduação da UFBA por alguns anos, lá trabalha na área de Direitos Pós-Modernos, Ética, Bioética e Direito Animal. Editor-chefe da Revista Brasileira de Direito Animal. Fundador da ALDA (Associação Latino-Americana de Direito Animal) e autor de vários livros importantes tanto de Direito Animal quanto de Direito Ambiental”, comentou.

O Prof. Heron começou sua fala se solidarizando com as famílias das vítimas da pandemia. Especializado em Direito Animal, explicou a origem da Covid-19. “Toda essa crise começa com a destruição dos habitats dos animais silvestres, que acabam invadindo o espaço humano e causando essas pandemias”, salientou.

Em sua tese de doutorado, tratou do Abolicionismo Animal. Durante a elaboração da tese, atuando no Ministério Público, deparou-se com um caso de uma chipanzé e pode colocar em prática o conhecimento em Direito Animal. “Normalmente, eu entraria com uma ação civil pública, mas eu pensei na possibilidade desses animais serem reconhecidos como Hominídeos, então por que não entrar com um habeas corpus? E o juiz aceitou o habeas corpus. Foi a primeira vez que um animal foi admitido em juízo como sujeito de Direito ”, explicou

Apesar da vitória no caso e a importância desse acontecimento para os membros da causa animal em todo o mundo, a chipanzé, chamada Suíça, foi encontrada morta antes que terminasse o prazo para que o Estado prestasse as informações. “Nós fizemos a autópsia do animal, não provamos nenhum tipo de envenenamento, de certa forma, descartando a especulação que ela pudesse ter sido assassinada. De qualquer forma, esse caso se tornou muito emblemático”, finalizou o Prof. Dr. Heron.

Assista o vídeo completo em nosso canal do YouTube:

Participe! E não perca o próximo evento Pós-Convida no dia 23/06, às 17h.  Para mais informações: clique aqui.

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