Aluna da FDSBC conquista vaga no curso de extensão do Innocence Project Brasil

Amábile Novi participou de um concorrido processo seletivo para o projeto que busca identificar e reverter casos em que inocentes foram injustamente condenados pela justiça brasileira

Atuar na área criminal é o sonho de grande parte dos estudantes de Direito. Para alcançar esse objetivo, Amábile Novi, aluna da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, inscreveu-se no processo seletivo do Innocence Project Brasil, que tem por objetivo identificar e reverter casos em que pessoas inocentes foram injustamente condenadas pela justiça criminal brasileira. Realizado em parceria com a FGV (Faculdade Getúlio Vargas), além de complementar a formação dos estudantes nas áreas de Direito Penal e Processual Penal, o projeto também desenvolve habilidades específicas para a atuação profissional.

A estudante conta por que decidiu participar do Innocence Project Brasil. “Acredito que toda história tem duas versões e que nem todos que foram condenados são realmente culpados. Cada batalha travada em cada caso particular é, na realidade, uma batalha de todos nós, uma batalha pelas garantias individuais de cada um e pelo próprio sistema democrático. Além disso tudo, participar do projeto me trará grande satisfação pessoal e ainda me concederá uma experiência que será de muito valor para a carreira profissional que começo a estruturar. Será uma das maiores realizações da minha vida poder contribuir com o desenvolvimento desse projeto”.

Os temas tratados no projeto incluem revisão criminal, produção de provas, técnicas de perícia e estratégias de defesa para casos específicos nos quais já haja trânsito em julgado da decisão condenatória. As atividades são realizadas em duas frentes: o estudo de questões teóricas relacionadas ao erro judiciário no Brasil e no mundo; a participação em casos concretos enviados ao Innocence Project Brasil.

Amábile conta que soube da oportunidade por meio do site da FDSBC e que decidiu participar da seleção mesmo diante da grande concorrência. “Eram apenas 14 vagas, sendo 10 somente para alunos da FGV e 4 para as demais faculdades de São Paulo. As chances eram reduzidas, e mesmo achando que talvez não fosse conseguir, acreditei na possibilidade e dei o melhor de mim”.

A estudante afirma que a participação no projeto será um diferencial tanto para sua vida profissional quanto pessoal. “Tenho expectativa de conseguir, durante o tempo que participar do projeto, reverter alguma condenação de um réu inocente no país, tirando da cadeia alguém que não deveria estar lá. Além disso, aprimorar meu conhecimento na área criminal”.

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