Direito São Bernardo debate direitos humanos da mulher e feminicídio

Direito São Bernardo debate direitos humanos da mulher e feminicídio
16 de março de 2015, segunda-feira.
No dia 7 de março, a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo realizou o 14º Encontro sobre os Direitos da Mulher, com as palestras sobre “Os Direitos Humanos da Mulher”, proferida pelo Prof. Dr. Marcelo Benacchio, e sobre a “Violência Contra a Mulher: Feminicídio e Perseguição Obsessiva (Stalking)”, ministrada pela Dra. Marcia Helena Bosch. O evento foi coordenado pela Profa. Drª Carmela Dell’Isola.
Na primeira etapa do encontro, o professor Marcelo Benacchio apresentou dados estatísticos sobre as mulheres em diversas áreas de atuação na sociedade (mercado de trabalho, cultura, economia, política etc). Além disso, falou sobre as conquistas dos Direitos Humanos ao longo da história, levantando questionamentos sobre a situação da mulher no Brasil e no mundo. “As mulheres ficaram condenadas a viver em um mundo pensado por homens”, destacou o palestrante.
Na segunda parte do evento, a Dra. Marcia Helena Bosch falou da aprovação do projeto de lei sobre o feminicídio e demais medidas do Estado para proteção da mulher, como a Lei Maria da Penha. A palestrante apresentou dados do Brasil e do mundo sobre violência de gênero. “Essa lei vem para somar e não para repetir uma proteção. Até hoje, o Código Penal não tratava, como vários países já tratam, da morte de gênero. A lei protege a mulher grávida, a mulher idosa e os filhos, pois são casos em que haverá aumento de pena. Essa proteção não existia. É uma novidade, não é uma repetição e, muito menos, uma discriminação ou uma inconstitucionalidade em relação ao homem”, afirmou.
Para o diretor da Direito São Bernardo, Prof. Dr. Marcelo José Ladeira Mauad, esses debates são de grande importância, sobretudo em uma instituição na qual 65% do corpo discente é composto por mulheres. “Eventos como este, que a Faculdade promove anualmente, são importantíssimos para gerar uma sensibilização no nosso corpo discente sobre temas que exigem um verdadeiro resgate de cidadania, vedando qualquer tipo de discriminação e preconceito”, ressaltou.
Durante o encontro, houve também a apresentação de grupos feministas formados por alunas da Instituição: Coletivo Pró-equidade de Gênero e Coletivo Respeita as Mina. As estudantes falaram sobre os motivos pelos quais uma mulher decide ser feminista e sobre a importância da busca das mulheres pelos seus direitos e por uma sociedade mais justa.

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