Ex-aluno é aprovado em mestrado da USP

Ex-aluno é aprovado em mestrado da USP
17 de dezembro de 2014, quarta-feira.
Formado em 2013, pela Direito São Bernardo, Ricardo Juozepavicius Gonçalves, de 24 anos, foi aprovado no processo seletivo para o curso de mestrado em Filosofia do Direito da Universidade de São Paulo. O ex-aluno fala sobre sua preparação para o teste, seus planos e orienta os estudantes que pretendem investir na carreira acadêmica.
O processo de seleção para o mestrado em Direito na USP é realizado em três fases: prova de proficiência em idioma estrangeiro; prova de conhecimentos específicos na área de interesse; seleção diretamente com o professor orientador pretendido. Após o resultado da segunda fase é disponibilizada uma lista com os professores disponíveis e as vagas, bem como o processo utilizado (entrevista, análise de currículo, uma terceira prova, análise de produção acadêmica anterior, etc).
Ricardo conta que a terceira fase foi a que mais exigiu sua dedicação, pois ainda não possuía projeto de pesquisa e precisou elaborá-lo em 20 dias. “Nessa época, utilizei muito as dependências da faculdade, como a biblioteca e sala de estudos. Ainda mais importante foi o apoio e a disposição em ajudar do professor Carlos Eduardo Batalha, que me orientou e me auxiliou nesse período, sendo que sua ajuda foi fundamental para o resultado final”, explicou.
O ex-aluno declarou que durante o mestrado pretende continuar, paralelamente, os estudos para a carreira de defensor público, um sonho que não pretende deixar de lado. “Após o mestrado gostaria de começar a lecionar, produzir muito material acadêmico, participar intensamente de pesquisas e, mais futuramente, iniciar um doutorado no exterior”, ressaltou.
Sobre o curso que irá iniciar, Ricardo afirmou: “Espero que possa aproveitar o mestrado da melhor forma possível, que possa conhecer profissionais dentro do meio acadêmico e que, nesses três anos, eu consiga me dedicar em minha pesquisa, para que ela seja elaborada da maneira que idealizo. E também, principalmente, que minha pesquisa possa trazer algum tipo de inovação para o universo jurídico brasileiro como contribuição científica e, mais que isso, espero que ela possa inspirar os juristas brasileiros a trilhar novos caminhos, fugindo do convencional, dando novos ares ao ensino jurídico e quem sabe à justiça brasileira”.
Aos estudantes que pretendem ingressar na carreira acadêmica, o ex-aluno deixou a dica: “Indicaria que procurem participar de institutos de pesquisa durante a graduação e também após sua conclusão, iniciando o contato com o meio acadêmico e que assim possam observar as diversas possibilidades e peculiaridades desse meio, que difere muito do meio profissional jurídico convencional”.

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