Aluno da Direito São Bernardo participa de curso em universidade chinesa

Aluno da Direito São Bernardo participa de curso em universidade chinesa
Sexta-feira, 2 de outubro de 2015.
Rafael Rizzi, aluno do 4ºAD da Direito São Bernardo, foi selecionado em um programa de bolsa de estudos na Universidade de Hubei, na cidade de Wuhan, na China, e participou do Curso de Verão 2015, que durou do fim de junho até o fim de julho. O estudante teve a oportunidade de assistir às aulas ministradas em inglês e mandarim pelos professores da Universidade, que trataram de diversos assuntos relacionados à China, sua história, economia, educação, políticas públicas e sobre as relações entre o país e o Brasil nos dias de hoje. Houve ainda aulas práticas de caligrafia chinesa, tai chi fan, cerimônia do chá, kung fu e estudo da língua chinesa.
Estudante de mandarim há três anos por meio do Instituto Confúcio da UNESP, Rafael também participou de eventos de intercâmbio cultural em outras universidades chinesas, conhecendo cidades como Beijing, ChongQing e YiChang. Rafael explicou que desde pequeno sempre quis aprender outros idiomas, mas a escolha do mandarim se deu em razão do interesse a respeito das culturas orientais, sua história e sua filosofia, assim como pela importância que a China tem ganhado no cenário internacional, em virtude do seu desenvolvimento econômico. “Após procurar os possíveis lugares onde poderia estudar mandarim, optei pelo Instituto Confúcio (São Paulo), instituição fruto de um convênio entre a Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’ (UNESP) com o governo da República popular da China, em parceria com a Universidade de Hubei”, afirmou.
A modalidade de bolsa para a qual Rafael se inscreveu tem como requisitos a aprovação em uma entrevista em inglês e em um teste de língua chinesa. Também é preciso ter idade entre 18 e 40 anos e ser aluno do Instituto Confúcio da UNESP. No último processo seletivo, 13 pessoas foram aprovadas. Além do período de estudos na Universidade de Hubei, fizeram parte do programa algumas visitas a outras cidades e pontos turísticos. O grupo chegou à capital da China, Beijing, e foi recebido na sede mundial do Instituto Confúcio. Nos dias que se seguiram, conheceram lugares importantes na história da China, como por exemplo, a Praça da Paz Celestial, a Grande Muralha, a Cidade Proibida e o Palácio de Verão.
Na semana seguinte, o grupo foi para a cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, onde se localiza o campus da Universidade. “Lá tive a honra de fazer, na presença dos alunos da Universidade, do corpo docente e de meus colegas, o discurso de abertura (todo em mandarim), o que representou uma grande conquista pessoal no aprendizado da língua”, revelou o estudante.
Rafael conta que foi extremamente bem-recebido pelos alunos e professores, e que os chineses com quem teve contato foram muito amigáveis, solícitos e demonstraram um carinho especial pelos brasileiros, tanto que o grupo foi convidado para um evento de intercâmbio cultural com os alunos de outra instituição, Huanggang Normal University, onde falaram sobre a cultura brasileira.
“A modernidade, o respeito à herança cultural e a infraestrutura de todas as cidades realmente me impressionaram. Quando visitei a cidade de Chongqing, por exemplo, ao caminhar pelo centro, olhei ao meu redor e contei trinta e três guindastes em diferentes construções, o que me fez compreender quando alguns dizem que a China, nos dias de hoje, é um verdadeiro canteiro de obras”, contou.
Segundo o estudante, a experiência vivida, além do aperfeiçoamento da língua, ajudou a compreender um pouco mais da cultura chinesa e do modo de vida do povo. “Como tenho interesse em trabalhar no desenvolvimento de negócios entre as pessoas destes dois países, este tipo de conhecimento é de grande importância para o meu desenvolvimento profissional”, declarou.
Aos colegas de Faculdade, Rafael deixa a seguinte mensagem: “Recomendo que cada vez mais alunos da FDSBC, busquem este tipo de experiência em outros países, por meio de programas de bolsa ou por conta própria, a fim de se aprimorarem como pessoa e se diferenciarem profissionalmente, seja atuando no mercado ou no meio acadêmico, o que contribuirá para aumentar, ainda mais, o reconhecimento de nossa Faculdade”.

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