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Ex-aluna da Direito São Bernardo é aprovada no New York Bar Exam

Ex-aluna da Direito São Bernardo é aprovada no New York Bar Exam.
Quinta-feira, 27 de novembro de 2014.
A Dra. Ligia Bernardo, graduada pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo em 2001, foi aprovada no Bar Exam New York, avaliação obrigatória para o exercício do Direito nos Estados Unidos. A ex-aluna conta como foi sua preparação para o exame, fala sobre sua trajetória profissional e sobre a vida fora do Brasil.
A advogada relata que morou nos EUA pela primeira vez enquanto ainda estava entre o segundo e o terceiro ano do curso de Direito (em 1998). “Morei em Provo, Utah, para estudar English as Second Language (Inglês como Segunda Língua). Minha experiência foi tão extraordinária que acabei mudando o curso do que havia planejado para a minha carreira”, declarou. Ela conta que pretendia seguir a magistratura, mas que a partir daí direcionou seus esforços para atuar com direito internacional privado.
No terceiro ano da Faculdade, ela começou estagiar em uma empresa multinacional; no quarto ano, foi para uma consultoria e, depois de formada, trabalhou em escritórios, com Direito Societário, Contratual, Fusões e Aquisições, além de Investimento Estrangeiro. “Fiz duas pós-graduações na FGV (Direito Empresarial/Contratos). Já dava aula de Direito Empresarial no curso de pós-graduação que a Mackenzie tinha para profissionais de bancos, administradores e contadores, quando senti a necessidade de fazer um LL.M (Master of Laws)”, explicou. De agosto de 2011 a maio de 2012, a Dra. Ligia cumpriu o programa de mestrado nos EUA, com o objetivo de entender o direito americano e melhorar a atuação profissional.
O próximo passo foi a preparação para o Bar Exam. A Dra. Ligia fez cursinhos específicos, estudando mais de 10 horas por dia durante meses e passou no exame na segunda tentativa. Ela falou sobre a emoção que teve ao receber a notícia da aprovação. “Já conquistei muitas coisas na minha vida: nadei e joguei voleibol profissionalmente; passei em primeiro lugar no Vestibulinho do colégio técnico; mas não me lembro de uma sensação parecida. Muito provavelmente pela dedicação que esta vitória demandou, não só do cursinho, ou das horas, ou do LL.M., mas por deixar uma carreira, casa, família, amigos, igreja, ministério no Brasil e me lançar em uma nova vida, completamente desconhecida para mim, solitária, mas extremamente gratificante”, declarou.
 Atualmente, a advogada mora em Ann Arbor, em Michigan, considerada a cidade mais educada dos EUA, mas não a de renda mais alta. “Admiro que as pessoas estudam para aprender, para adquirir conhecimento, para multiplicar conhecimento. Lógico que isso acaba refletindo no ganho, mas o objetivo final não é esse. Isso me parece libertador”, explicou a ex-aluna, sobre a cultura que vivencia, diferente da que existe no Brasil, em que muitos buscam apenas o diploma e ganhos financeiros ao ingressar na universidade.
 Para os estudantes que desejam trilhar os caminhos que ela escolheu, a ex-aluna deixa as dicas: “Primeiro o aprendizado da língua é essencial. Segundo, estudar muito. Requer muita dedicação e persistência. Na faculdade de Direito aqui nos Estados Unidos o que mais se aprende é a argumentar. Tem bem pouco de interpretação de lei, muita pesquisa de caso, mas muita argumentação. Argumenta melhor quem sabe mais, quem apreende mais, quem lê mais. Hoje entendo o motivo pelo qual vemos muitos advogados como CEOs de empresas aqui e o mesmo não acontece no Brasil e nos outros países de Civil Law System”.

 

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